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	<title>Blog Logística Sem Mistérios: Custos | Logística Sem Mistérios</title>
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	<title>Blog Logística Sem Mistérios: Custos | Logística Sem Mistérios</title>
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	<item>
		<title>Como as decisões sobre design do produto podem influenciar os custos logísticos</title>
		<link>https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/design-produto-custos-logisticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Custos]]></category>
		<category><![CDATA[Transporte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descubra como decisões de design podem impactar até 80% dos custos logísticos e como influenciar o desenvolvimento de produtos para reduzi-los.</p>
<p>O post <a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/design-produto-custos-logisticos/">Como as decisões sobre design do produto podem influenciar os custos logísticos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br">Logística Sem Mistérios</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Você já parou para pensar que a maioria dos profissionais de logística gasta o dia inteiro tentando otimizar algo que já foi definido muito antes de eles chegarem à empresa? Pois é, essa é uma realidade que poucos enxergam. O custo logístico de um produto não começa quando ele entra no armazém ou quando embarca no caminhão. Ele começa no projeto de desenvolvimento, muito antes de qualquer operação acontecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quando falo em projeto de desenvolvimento, não estou falando apenas de embalagens bonitas ou formatos arredondados. Estou falando de decisões estratégicas que definem peso, dimensões, fragilidade, formas de armazenamento, compatibilidade com equipamentos de movimentação e uma série de outros fatores que impactam diretamente o custo de transportar, armazenar e distribuir aquele produto.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Paradoxo do Planejamento e Desenvolvimento de Produtos na Logística</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Vou contar uma história que ilustra bem isso. Nas minhas incursões pela logística empresarial, uma das coisas que mais me chamou atenção foi ver como projetos de equipamentos eram desenvolvidos sem considerar as implicações logísticas. Muitas vezes, a equipe de engenharia criava algo fantástico tecnicamente, mas que depois se transformava em um pesadelo para transportar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A logística, no planejamento e desenvolvimento de produtos,&nbsp;deveria ser uma preocupação desde o primeiro rascunho. Mas na prática, o que acontece? O time de produto faz o design, o time de logística recebe o produto &#8220;pronto&#8221; e precisa se virar para fazer funcionar. Resultado: custos que poderiam ter sido evitados, operações que ficam mais caras do que precisariam ser.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos de <em>supply chain</em> mostram consistentemente que entre 70% e 85% dos custos logísticos de um produto são definidos nas fases de concepção e design. Depois, tudo o que a operação consegue fazer é otimizar os 20% restantes. É como tentar emagrecer com exercícios, mas continuando a comer fast-food todos os dias. Você até consegue algum resultado, mas o potencial está limitado desde o início.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por Que o Design Tem Tanto Impacto?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Pense comigo. Quando você define as dimensões de um produto, está automaticamente definindo quantas unidades cabem em um contêiner, quantas vão em um palete, quantos paletes podem ser transportados em um&nbsp;caminhão. Se o produto foi desenhado com medidas que não se encaixam bem nos padrões de paletização, você perde espaço. E espaço perdido é dinheiro jogado fora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mesma lógica se aplica ao peso. Produtos mais pesados exigem equipamentos de movimentação mais robustos, consomem mais combustível no transporte, requerem estruturas de armazenamento mais resistentes. Tudo isso tem custo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a fragilidade? Um produto frágil precisa de embalagens mais robustas, maior proteção, mais cuidado na movimentação. Isso significa mais material, mais tempo, mais risco de avarias. Se o design tivesse considerado a resistência desde o início, talvez não precisasse de tanta proteção depois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pensar a logística no&nbsp;planejamento e desenvolvimento de produtos&nbsp;envolve exatamente isso: antecipar essas consequências e tomar decisões que minimizem custos ao longo de toda a cadeia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Falácia da Otimização Operacional</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas empresas investem milhões em sistemas de gestão, automação, treinamentos, processos enxutos, tudo para otimizar a operação logística. E não estou dizendo que isso não tenha valor. Tem, e muito. Mas há um limite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode ter o melhor sistema de roteirização do mundo, mas se o produto foi desenvolvido de forma que ocupa 30% a mais de espaço do que precisa, você está operando com uma ineficiência estrutural que nenhum software consegue resolver completamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode ter o armazém mais moderno, com os melhores equipamentos, mas se o produto não foi projetado para ser empilhado, você está desperdiçando altura vertical. E altura vertical é um dos recursos mais caros em um armazém.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas questões no planejamento e desenvolvimento de produtos deveriam ser uma preocupação central, não um &#8220;depois a gente vê&#8221;. Profissionais que entendem isso se destacam porque conseguem identificar oportunidades de economia que outros não enxergam.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Custo Invisível das Decisões de Design</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um aspecto que frequentemente passa despercebido é o custo invisível. Quando o design de um produto gera ineficiências logísticas, esses custos se espalham pela operação inteira. Mais viagens de caminhão, mais consumo de combustível, mais manuseio, mais risco de danos, mais tempo de processamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o pior: esses custos ficam escondidos. Eles não aparecem em uma linha específica do orçamento. Estão diluídos em várias contas, dificultando a identificação do problema real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já vi empresas investindo em frota nova para reduzir custos de transporte, quando o problema real era que o produto ocupava espaço demais. Trocavam caminhões, mantinham o mesmo número de viagens, e o custo continuava alto. A solução não estava na operação, estava no produto.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como Profissionais de Logística Podem Influenciar o Design</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui está o ponto crucial. Profissionais de logística frequentemente se veem como &#8220;receptores&#8221; de decisões tomadas por outras áreas. Mas há uma mudança de mentalidade necessária. Quem domina a conexão entre design de produto e logística consegue ter voz ativa nas decisões estratégicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa participar de reuniões de desenvolvimento de produto desde o início. Significa trazer dados sobre custos de transporte, armazenagem, manuseio. Significa mostrar, com números, o impacto de cada decisão de design.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o conhecimento logístico&nbsp;se torna uma competência diferenciadora quando o profissional consegue falar a linguagem do time de produto. Não adianta apenas reclamar que o produto está difícil de transportar. É preciso mostrar quanto isso custa, quais são as alternativas, qual seria o ganho financeiro com mudanças no design.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Casos Práticos Que Ilustram a Conexão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Deixe-me dar alguns exemplos concretos. Uma empresa de eletrodomésticos redesenhou sua linha de refrigeradores para que as portas fossem removíveis. Isso permitiu que os produtos fossem transportados em caixas menores, aumentando a capacidade de cada caminhão em 40%. O custo de transporte por unidade caiu drasticamente. Uma decisão de design simples, com impacto logístico enorme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro caso: uma indústria de bebidas modificou o formato de suas garrafas para que se encaixassem melhor em paletes padrão. Antes, cada palete comportava 800 unidades. Depois da mudança, passou a comportar 1.000 unidades. Mesmo caminhão, mesmo custo de frete, 25% mais produto transportado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um terceiro exemplo: uma empresa de cosméticos redesenhou suas embalagens para que fossem mais resistentes. Isso reduziu a taxa de avarias de 8% para menos de 1%. O custo adicional na embalagem foi compensado muitas vezes pela economia em reposições, devoluções e processamento de reclamações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos esses casos têm algo em comum: a decisão foi tomada na fase de design, não na operação. O planejamento e desenvolvimento de produtos logística foi tratado como prioridade, não como consequência.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Linguagem Que Conecta Design e Logística</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para que profissionais de logística influenciem decisões de design, precisam dominar uma linguagem que conecte os dois mundos. Isso inclui métricas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Custo por unidade transportada</li>



<li>Taxa de aproveitamento de espaço em contêineres e paletes</li>



<li>Índice de avarias no transporte</li>



<li>Tempo de manuseio por unidade</li>



<li>Compatibilidade com equipamentos padrão</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essas métricas precisam ser traduzidas em linguagem de negócio. O time de produto entende custo, margem, competitividade. Quando você mostra que uma decisão de design aumenta o custo logístico em X% e isso representa Y reais por unidade, a conversa muda de tom.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento e desenvolvimento de produtos exige essa capacidade de tradução. Não basta falar em paletes e empilhadeiras. É preciso falar em resultado financeiro, em competitividade, em margem.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Momento de Intervenção Ideal</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Existe um momento ideal para intervenção logística no desenvolvimento de produto: nas fases iniciais. Quanto mais cedo, menor o custo de mudança. Uma alteração no conceito inicial praticamente não tem custo. Uma mudança quando o produto já está em produção tem custo altíssimo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, profissionais de logística precisam estar presentes desde as primeiras reuniões de concepção. Não como consultores que dão opinião depois do fato, mas como participantes ativos do processo de decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A logística e o&nbsp;planejamento e desenvolvimento de produtos funcionam melhor quando são integrados, não sequenciais. Em vez de &#8220;produto faz, logística executa&#8221;, o modelo ideal é &#8220;produto e logística decidem juntos&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Competências Que Destacam Profissionais</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Profissionais que se destacam nesse contexto desenvolvem competências específicas. Primeiro, entendem profundamente como as decisões de design impactam custos logísticos. Segundo, conseguem quantificar esses impactos com dados. Terceiro, comunicam de forma que times de produto entendam e valorizem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas competências não são ensinadas em cursos tradicionais de logística. São desenvolvidas na prática, através de experiência, estudo de casos, e principalmente, curiosidade em entender o produto além da logística.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem desenvolve essa visão consegue identificar oportunidades que outros não veem. Consegue propor soluções que reduzem custos estruturais, não apenas operacionais. E isso tem valor enorme para as empresas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Papel da Colaboração Interdepartamental</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhuma dessas mudanças acontece isoladamente. Requer colaboração entre departamentos que frequentemente não conversam. Produto, logística, finanças, compras, todos precisam estar alinhados em torno de um objetivo comum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento e desenvolvimento de produtos na logística funciona como um ponto de convergência. Quando todos entendem que decisões de design têm impacto financeiro em toda a cadeia, a colaboração se torna natural. Não por bondade, mas por interesse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que criam estruturas para essa colaboração colhem resultados. Reuniões conjuntas, projetos integrados, métricas compartilhadas, tudo isso ajuda a quebrar silos e criar uma visão mais ampla.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tecnologia Como Facilitadora</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia tem papel importante nesse processo. Ferramentas de simulação permitem testar o impacto logístico de diferentes designs antes de produzir. Softwares de otimização de embalagens ajudam a encontrar formatos mais eficientes. Sistemas de gestão de dados permitem rastrear custos ao longo de toda a cadeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas tecnologia sem mentalidade correta não resolve. O fundamental é a compreensão de que o custo logístico começa no design. A tecnologia apenas facilita a aplicação dessa compreensão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento e desenvolvimento de produtos se beneficia de tecnologia, mas não depende exclusivamente dela. Depende principalmente de pessoas que entendem a conexão e a comunicam.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Erros Comuns a Evitar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns erros são recorrentes. O primeiro é tratar logística como consequência, não como input. O segundo é não quantificar o impacto financeiro das decisões. O terceiro é chegar tarde demais no processo de desenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro erro comum é focar apenas em custo de transporte, ignorando armazenagem, manuseio, avarias, e outros componentes do custo logístico total. Uma decisão pode reduzir custo de transporte mas aumentar custo de armazenagem, e o resultado final pode ser negativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Profissionais que dominam o planejamento e desenvolvimento de produtos e a&nbsp;logística evitam esses erros porque têm visão sistêmica. Entendem que cada decisão tem consequências em múltiplas frentes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Caminho Para Profissionais Que Querem Se Destacar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se você trabalha com logística e quer se destacar, comece desenvolvendo essa visão ampliada. Entenda os produtos da sua empresa em profundidade. Conheça as decisões de design e suas implicações. Quantifique custos. Aprenda a falar a linguagem do time de produto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Busque participar de reuniões de desenvolvimento. Traga dados, não apenas opiniões. Mostre oportunidades de economia com números concretos. Construa relacionamentos com pessoas de outras áreas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento e desenvolvimento de produtos é uma competência que se desenvolve com tempo e intenção. Não acontece por acaso. Mas quem investe nela cria um diferencial competitivo significativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você quer se aprofundar em temas relacionados à integração entre logística e outras áreas da empresa, assine nossa newsletter, que trata de conexões entre supply chain, gestão de negócios e desenvolvimento de produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Profissionais que dominam essa conexão entre design e logística se destacam — e destacar-se na carreira exige mais do que competência técnica. Se você quer descobrir o que pode estar travando o seu crescimento profissional, faça o nosso <strong><a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br/raio-x-carreira/">Raio-X de Carreira</a></strong> e receba um diagnóstico completo em poucos minutos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Transporte aéreo de cargas: vantagens e desvantagens</title>
		<link>https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/transporte-aereo-de-cargas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Apr 2023 10:40:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Custos]]></category>
		<category><![CDATA[Transporte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À primeira vista, o transporte aéreo de cargas não tem uma grande importância na logística de transporte e distribuição de produtos. Em função de sua...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">À primeira vista, o transporte aéreo de cargas não tem uma grande importância na logística de transporte e distribuição de produtos. Em função de sua complexidade e custo elevado, o transporte aéreo de cargas tem uma baixíssima participação na matriz de transporte de cargas no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, há casos em que o transporte aéreo de cargas se mostra como o mais eficaz, seja pela necessidade urgente de transportar a carga ou pela segurança oferecida, em função da baixa ocorrência de furtos e de acidentes envolvendo o transporte aéreo de cargas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, o transporte aéreo de cargas continua sendo uma opção para algumas cadeias de suprimento. Cabe, é claro, uma criteriosa avaliação da relação custo-benefício, com o objetivo de tomar a decisão mais acertada em relação às vantagens e desvantagens relacionadas ao uso do transporte aéreo na movimentação de cargas em uma cadeia de suprimento.</p>



<span id="more-50231"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa publicação, vamos analisar as características do transporte aéreo de cargas, os tipos de cargas mais adequadas a esse modal, sua infraestrutura, custos e os motivos que podem levar uma empresa a utilizar ou não esse tipo de transporte.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Transporte aéreo de cargas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O transporte aéreo de cargas tem uma participação muito pequena na matriz de transporte, quando comparado aos demais modais, representando menos de 0,5% do total de cargas transportadas no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar disso, o transporte aéreo de cargas pode se mostrar interessante em algumas situações específicas, quando a segurança ou a velocidade da entrega forem considerados fatores de grande importância na logística de distribuição de uma determinada carga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, mesmo tendo uma pequena participação, o transporte aéreo de cargas deve ser considerado, pelas empresas, como um modal viável, no momento de decisão sobre como o produto será distribuído ao mercado. Não podemos esquecer que o Brasil é um país de grande extensão territorial e que apresenta alguns problemas estruturais como estradas precárias e pouco seguras para o modal rodoviário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De uma maneira geral, as empresas podem optar pelo transporte aéreo de cargas nas situações em que suas operações necessitem se expandir para outras regiões do país, queiram apresentar um diferencial como uma logística ágil ou se destacar no mercado como um atendimento a urgências sem grandes dificuldades.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tipos de cargas transportadas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das especificidades do transporte aéreo, essa modalidade é bastante utilizada em determinados segmentos, como por exemplo, o farmacêutico, que segundo dados do Ministério da Economia, foi responsável pelo transporte de mais de 6 bilhões de dólares em produtos utilizados para combate à pandemia da COVID-19.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2023/04/recebimento_vacina.jpeg" alt="Transporte aéreo de cargas: vantagens e desvantagens"  width="735" height="490"/><figcaption class="wp-element-caption">O transporte aéreo de cargas foi fundamental na logística de distribuição de vacinas durante o combate à pandemia da Covid-19.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A lista de produtos que utilizam o transporte aéreo de cargas como modal não é pequena e podemos agrupá-los em função de algumas de suas características.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro grupo é constituído por <strong>cargas urgentes</strong>, onde o prazo de entrega e a segurança são fatores importantes. Aqui temos vários tipos de produtos, desde os acabados, até insumos para produção de outros produtos, medicamentos e até mesmo documentos. São exemplos de produtos considerados cargas urgentes: alimentos perecíveis, flores, vacinas, medicamentos, jornais e revistas de entrega diária ou semanal, insumos hospitalares, órgãos para transplante, peças e itens de reposição imediata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um segundo grupo de produtos são os considerados como <strong>cargas valiosas</strong>. Nesse caso, como o valor do produto é bastante elevado, o custo do transporte se torna menos significativo. As cargas valiosas incluem metais e pedras preciosas, joias, obras de arte, máquinas e componentes eletrônicos de alto valor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro grupo é formado pelas <strong>cargas restritas</strong>, onde por suas características de periculosidade, necessitam de aparatos especiais de segurança nos aviões. Essas cargas incluem produtos químicos de uso controlado, isótopos radioativos, agrotóxicos, produtos que podem causar contaminação e materiais explosivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, temos ainda um conjunto de <strong>cargas diversas</strong>, que incluem cargas vivas e animais, produtos de e-commerce, setor de energia e mineração, e outros produtos que, na avaliação das empresas, sejam mais adequadamente movimentadas pelo transporte aéreo de cargas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na publicação <a href="/blog/a-influencia-da-natureza-da-carga-na-selecao-do-modal-de-transporte/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A influência da natureza da carga na seleção do modal de transporte</a>, em nosso blog, discutimos de que forma a carga pode ser determinante na seleção do modal de transporte mais adequado. Vale a pena dar uma conferida nessa publicação!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Infraestrutura do transporte aéreo de cargas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do Anuário CNT do Transporte (2022), no Brasil, em 2021, foram transportadas, no mercado doméstico, mais de 400 quilotoneladas de carga. Já no mercado internacional, foram transportadas mais de 960 quilotoneladas de carga, sendo 15,7% de origem brasileira e 84,3% de origem estrangeira. Essa carga equivale a aproximadamente 5% das receitas operacionais das companhias aéreas, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A maior parte das receitas continua sendo com o transporte de passageiros (cerca de 83%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se uma rápida evolução tecnológica do transporte aéreo e a melhoria contínua em questões regulatórias que abrangem a aviação civil. Esses aspectos são essenciais para impulsionar esse modal a se tornar um segmento mais dinâmico. Cada vez mais os aeroportos têm desempenhado um papel essencial na movimentação de cargas no país. As novas demandas de produção e circulação de mercadorias exigem infraestruturas apropriadas para a logística da movimentação dessas cargas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, apesar dos gargalos de infraestrutura enfrentadas pelo setor, especialmente a partir da crise sanitária da COVID19, houve significativas modificações no mercado do transporte aéreo de cargas, a partir da estruturação da regulação econômica, da reformulação da gestão pública no setor, do estabelecimento de administradores aeroportuários privados e das ocorrências de fusões/aquisições entre empresas aéreas. Com isso, os resultados do setor aéreo vêm se destacando em termos de relevância econômica e estratégica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Custos no transporte aéreo de cargas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O custo do transporte aéreo de cargas é visto como um dos maiores entraves ao desenvolvimento do modal, principalmente quando comparado aos demais modais de transporte. Esses custos são decorrentes, principalmente, em função dos elevados custos de manutenção das aeronaves, do combustível, da reposição de peças, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses custos acabam sendo repassados ao contratante do serviço, elevando o valor do frete, encarecendo a operação de uma maneira geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao efetuar uma cotação para transporte aéreo, um dos itens mais importantes a serem considerados é a <strong>cubagem</strong> da carga. Esse é um cálculo feito com o objetivo de identificar o peso correspondente ao volume de carga transportada, buscando evitar prejuízos para a companhia aérea responsável pelo transporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos supor, como exemplo, o transporte aéreo de 100 caixas contendo isopor. Por ser um material leve, se a tabela de frete for estabelecida considerando apenas o peso, a companhia aérea poderá ser prejudicada pelo fato de que a carga ocupa um grande volume, porém tem baixo peso, reduzindo o espaço disponível na aeronave para transporte de outras cargas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, definindo-se a tabela com base na cubagem, que considera o volume de carga, reduz-se o risco de prejuízo para a companhia responsável pelo transporte aéreo de carga, caso fosse considerado apenas o peso da carga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ANAC é responsável por regulamentar a determinação dos preços para uso do transporte aéreo de cargas. As rotas também influenciam os valores das tabelas de preços, mas podem ser diretamente negociadas entre a companhia aérea e o cliente, ou empresa logística.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vantagens e desvantagens do transporte aéreo de cargas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas das vantagens e desvantagens do transporte aéreo de cargas já foram comentadas anteriormente nesse texto. Vamos, porém, explorar um pouco mais cada um desses itens, visando entender sua importância no cenário logístico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro aspecto que torna o transporte aéreo de carga mais vantajoso é a sua <strong>maior agilidade no transporte de cargas</strong>. Há várias situações em que uma entrega emergencial se faz necessária, sendo, nesse caso, o transporte aéreo mais indicado. Quando, por exemplo, o cliente tem urgência para receber uma peça de reposição visando retorno da produção, a relação custo-benefício deve ser avaliada para que não se tome a decisão apenas considerando o custo do transporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo aspecto está relacionado ao <strong>acesso a locais remotos</strong>, muitas vezes não alcançados por modais tradicionais. Dependendo das distâncias envolvidas, principalmente em países com a extensão territorial como a nossa, o transporte aéreo necessariamente deve ser considerado no desenho intermodal para o transporte de cargas. O mesmo quando, por exemplo, a transferência da carga envolver a movimentação intercontinental. Foi notória a importância desse modal no recebimento de vacinas por ocasião do combate à Covid-19 no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro fator se relaciona à <strong>segurança</strong> oferecida pelo transporte aéreo de cargas. Infelizmente, o roubo de carga ainda é uma preocupação constante para as empresas logísticas. Segundo dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, no Brasil ocorreram 14.400 ocorrências de roubo de cargas no Brasil (1,7% superior ao ano anterior). Com isso, para alguns tipos de carga onde o valor do produto é significativamente alto, o transporte aéreo é uma alternativa a ser considerada.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2023/04/trasporte-aereo-de-veiculos.webp" alt="Transporte aéreo de cargas: vantagens e desvantagens" /><figcaption class="wp-element-caption">O transporte aéreo de veículos de luxo reduz à exposição da carga a roubos, em função da maior segurança desse modal de transporte.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, por ter um baixo índice de acidentes, consequentemente reduzindo o valor do seguro, o transporte aéreo de cargas contribui para a redução dos custos logísticos, considerando-se apenas esse item em relação aos demais modais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação aos aspectos que possam ser considerados como desvantagem para o uso do transporte aéreo de cargas, sem dúvida o <strong>custo do frete</strong> é um dos principais fatores. Os altos preços cobrados para o transporte da carga tornam-se fatores importantes na decisão da empresa por qual modal utilizar para o transporte de seus produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um outro fator, igualmente importante, são as <strong>restrições </strong>das aeronaves para movimentação de determinados tipos de carga. Além da restrição de espaço físico, como já comentado, algumas cargas são proibidas de serem transportadas. Principalmente após o atentado às Torres Gêmeas, ocorrido em 2001, a IATA (International Air Transport Association) estabeleceu rígidas restrições ao transporte de cargas perigosas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<p class="wp-block-paragraph">CNT. <a href="https://anuariodotransporte.cnt.org.br/2022/Inicial">Anuário CNT do Transporte 2022</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HIVECLOUD. <a href="https://www.hivecloud.com.br/post/transporte-de-cargas-aereas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Transporte de cargas aéreas: características, vantagens e desvantagens</a>. Acesso em 24 abr. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PRESTEX. <a href="https://www.prestex.com.br/blog/como-funciona-a-tabela-de-precos-do-transporte-de-carga-aerea-no-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Como funciona a tabela de preços do transporte de carga aérea no Brasil</a>. Acesso em 24 abr. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PRESTEX. <a href="https://www.prestex.com.br/blog/transporte-de-cargas-aereas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Transporte de cargas aéreas: confira os tipos de cargas recomendadas</a>. Acesso em 24 abr. 2023.</p>
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		<title>Webinário Gestão de Custos Logísticos</title>
		<link>https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/webinario-custos-logisticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2020 05:10:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Custos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://novo.logisticasemmisterios.com.br/?p=50053</guid>

					<description><![CDATA[<p>No período de 16 a 28 de outubro, estamos realizando o primeiro webinário do site Logística Sem Mistérios, cujo tema é Gestão de Custos Logísticos....</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No período de 16 a 28 de outubro, estamos realizando o primeiro webinário do site Logística Sem Mistérios, cujo tema é <strong>Gestão de Custos Logísticos</strong>. Esse tema é, sem dúvida, uma das grandes preocupações dos gestores das cadeias de suprimento.</p>



<span id="more-50156"></span>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia do webinário sobre <strong>Gestão de Custos Logísticos</strong>, surgiu a partir de algumas sugestões recebidas de nossos leitores acerca do tema. Reunimos então uma programação bastante abrangente para atender a essa demanda.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/10/2.jpg" alt="programação do webinario sobre gestão de custos logísticos" /><figcaption>Programação do webinário Gestão de Custos Logísticos</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">As palestras estão sempre disponível a partir das 19 horas do dia da programação e ficam gravadas em nosso canal do YouTube, de forma que podem ser assistidas a qualquer momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você ainda não conhece nosso Canal no YouTube, clique no link e inscreva-se! Assim ficará ciente de tudo o que for publicado no canal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.youtube.com/channel/UC5CiV_XugoE-qfyiqJF1YEw" class="rank-math-link">Conheça aqui nosso Canal no YouTube!</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">1a. Palestra: Impactos do comportamento do mercado nas operações logísticas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa palestra, trazemos uma reflexão acerca dos impactos que a mudança de comportamento do mercado trouxe às operações logísticas das empresas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a estabilização econômica e globalização da economia, com entrada de novas empresas e, principalmente, novos produtos, o mercado passou a se posicionar de uma forma diferente em relação às empresas. Com poder de compra e variedade de produtos, ele passou a ter mais opções de compra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As empresas, percebendo esse movimento, passaram a se preocupar mais em ouvir o que o mercado tinha a dizer. Com isso, passou a alterar sua produção e seus processos, com vista a atingir um mais alto nível de serviço. Naturalmente essas alterações impactaram seus custos, e a integração logística e a <strong>gestão dos custos logísticos</strong> passaram a ser avaliações importantes na gestão da cadeia de suprimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://youtu.be/MQwQzBCquKk" class="rank-math-link">Assista a íntegra dessa palestra, clicando aqui!</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">2a. Palestra: Custo do Produto</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>custo do produto</strong>, conforme apresentado na segunda palestra, consiste por um conjunto associados às operações de suprimento de matéria prima, produção e embalagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais fatores do <strong>custo de suprimento de matérias primas</strong> é seu custo de aquisição. Porém, outros fatores devem ser considerados, como os custos do pedido e de armazenamento. Quando a busca exclusiva por preços baixos se torna o fator determinante em uma decisão de compra, a empresa pode estar incorrendo em outros custos decorrentes, por exemplo, da falta de confiabilidade nos prazos de entrega. Portanto, considerar fornecedores apenas levando em conta o preço da matéria prima, nem sempre é a melhor opção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O<strong> custo de produção</strong> é um dos custos mais difíceis de serem estimados. Está diretamente associado à tecnologia envolvida na fabricação, que pode contribuir para um aumento nesse valor. Além disso, devem ser considerados os equipamentos e insumos de processo. A fabricação sequencial também é um fator que contribui para que o levantamento dos custos de produção seja, em alguns casos, de difícil realização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o <strong>custo das embalagens </strong>deve considerar a seleção de material e design que favorece não apenas as questões de marketing, mas também de logística. As embalagens podem contribuir para o aumento dos custos de armazenagem e transporte, quando não foram adequadamente projetadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://youtu.be/Fv6Oc2gKnZM" class="rank-math-link">Assista a íntegra dessa palestra, clicando aqui!</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">3a Palestra: Custos da armazenagem</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A operação de armazenagem é uma das operações chave na cadeia de suprimento. Utilizada como pulmão para atendimento às demandas do mercado, as empresas estabelecem diferentes políticas visando dispor do produto no local e no momento certo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/10/logisticasemmisterios-armazenagem-produtos.jpg" alt="práticas para redução dos custos de armazenagem" /><figcaption>A armazenagem é uma das maiores preocupações da gestão das cadeias de suprimentos.</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Em função disso, surge uma grande preocupação com os custos associados à essa operação. Tais custos estão relacionados à manutenção dos estoques, à depreciação dos equipamentos e ao custo de oportunidade e devem ser considerados na <strong>gestão dos custos logísticos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os <strong>custos de manutenção dos estoques</strong> contemplam as operações relacionadas ao recebimento, movimentação e expedição dos itens do estoque, considerando as equipes e os equipamentos envolvidos nessas operações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação aos equipamentos, há também de se considerar que a partir do momento em que são colocados em uso, sofrem um processo de depreciação. Esse <strong>custo de depreciação</strong> deve ser calculado a partir das metodologias de cálculo disponíveis, sempre considerando o tempo de vida útil previsto para o equipamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>custo de oportunidade</strong> está relacionado ao capital investido pela empresa em estoques, que, em última análise, decorre de sua política de estoques. Em linhas gerais representa o quanto a empresa deixa de ganhar pelo fato de estar com um capital imobilizado em estoques. Daí a preocupação de que esse estoque seja mínimo, para não comprometer um grande volume de capital.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://youtu.be/lIRYwuW__vk" class="rank-math-link">Assista a íntegra dessa palestra, clicando aqui!</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">4a palestra: Custos do processamento do pedido</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Optamos por tratar o processamento do pedido como um dos custos que constituem a <strong>gestão dos custos logísticos,</strong> pelo fato de ser possível, por essa análise, identificar a contribuição das diferentes atividades nos custos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de não ser um dos custos mais significativos nas cadeias de suprimento, o custo do processamento dos pedidos é impactado por uma série de fatores, tais como os salários e encargos das equipes, os equipamentos utilizados, o imóvel, as despesas com contas e materiais administrativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, esses custos são geridos a partir de análise e revisão dos processos. Ou seja, os custos estão diretamente associados à forma como a gestão das atividades é realizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://youtu.be/NEFBIDuMoTc" class="rank-math-link">Assista a íntegra dessa palestra, clicando aqui!</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">5a Palestra: Custos do Transporte</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como a armazenagem, o transporte também é considerado uma das atividades chave na gestão das cadeias de suprimento. Portanto, os <strong>custos de transporte </strong>também são uma grande preocupação das empresas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/09/logisticasemmisterios-custos-operacionais.jpg" alt="custos operacionais no transporte rodoviário" /><figcaption>O transporte rodoviário de cargas é um dos principais fatores que influenciam os custos logísticos de uma cadeia de suprimentos.</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse caso, deve-se considerar ainda que existem diferentes modais disponíveis para transporte. Assim, a análise dos custos devem considerar tais possibilidades, inclusive, a <a href="/blog/intermodalidade-e-multimodalidade-entenda-as-diferencas/" class="rank-math-link">intermodalidade</a>, que já foi discutida em nosso blog.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais custos de transporte, temos aqueles relacionados aos terminais para carga e descarga dos produtos, do percurso da viagem e os custos de capital. Assim como na armazenagem, devem ser considerados os investimentos de capital feitos nas instalações e veículos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://youtu.be/dCqe8c4tJS0" class="rank-math-link">Assista a íntegra dessa palestra, clicando aqui!</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">6a. Palestra: Gestão dos Custos Logísticos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A última palestra do webinário, trata especificamente da gestão dos custos logísticos, considerando a sua importância para que a empresa atinja seus objetivos empresariais. Além disso, são discutidos os impactos de uma gestão adequada no processo de definição dos preços dos produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também são analisadas as dificuldades encontradas pelas empresas na implantação de seus sistemas de gestão de custos, principalmente as barreiras internas enfrentadas nesse processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Duas ferramentas importantes são apresentadas: a simulação de cenários, que permite à empresa avaliar possibilidades considerando a situação atual e futura; e as parcerias logísticas, que são um movimento natural nas cadeias de suprimento, considerando a diversidade de operações envolvidas e a presença de empresas com diferentes <em>expertises</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://youtu.be/an6tmgjKVFw" class="rank-math-link">Assista a íntegra dessa palestra, clicando aqui!</a></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph">Gostou dos temas desse webinário? Então <a href="https://www.youtube.com/channel/UC5CiV_XugoE-qfyiqJF1YEw" class="rank-math-link">inscreva-se em nosso canal</a> e compartilhe nossos vídeos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros projetos serão desenvolvidos e você não pode ficar de fora!</p>



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		<title>Práticas para redução dos custos de armazenagem</title>
		<link>https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/reducao-dos-custos-de-armazenagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2020 16:24:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Custos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://novo.logisticasemmisterios.com.br/?p=50050</guid>

					<description><![CDATA[<p>A armazenagem é, sem dúvida, uma das principais operações de uma cadeia de suprimentos. Sobre ela recaem uma série de preocupações das empresas, sendo que...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A armazenagem é, sem dúvida, uma das principais operações de uma cadeia de suprimentos. Sobre ela recaem uma série de preocupações das empresas, sendo que a <strong>redução dos custos de armazenagem</strong> é uma das mais importantes.</p>



<span id="more-50155"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Esse assunto é sempre um dos mais buscados, e já tratamos, em nosso blog, alguns  aspectos relacionados à armazenagem, nas seguintes publicações:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="/blog/por-que-manter-estoques/" class="rank-math-link">Por que existem os estoques?</a></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="/blog/a-armazenagem-de-produtos-e-os-custos-associados/" class="rank-math-link">A armazenagem de produtos e os custos associados</a></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Nosso objetivo, hoje, é de trazer uma reflexão mais aprofundada sobre práticas que podem ser adotadas pelas empresas, visando a <strong>redução dos custos de armazenagem</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>As indústrias têm acompanhado a tendência de mercado de ampliar a gama de itens produzidos e aumentar a frequência de entregas. Como resultado dessas transformações, ocorre um aumento do número de pedidos processados e a mudança no perfil desses pedidos. Grandes pedidos estão sendo substituídos por muitos pequenos pedidos com grande variedade de itens.</p><cite>LIMA, Mauricio Pimenta.  Custos de armazenagem na logística reversa. In: FLEURY, Paulo Fernando; WANKE, Peter; FIGUEIREDO, Kleber Fossati. <a class="rank-math-link" href="https://amzn.to/2ImjBdv">Logística Empresarial: a perspectiva brasileira. São Paulo: Atlas, 2000. p. 261.</a></cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessas transformações, acima citadas, as empresas passaram a estabelecer algumas práticas, visando ajustar os custos da armazenagem às novas formas e exigências do mercado. Algumas dessas práticas são comentadas a seguir. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Definição de uma política de estoques adequada ao mercado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro ponto considerado, pelas empresas, é o estabelecimento de uma política de estoques que lhe garanta atender ao nível de serviço desejado pelo cliente. No entanto, é fundamental que isso não implique na necessidade de grandes volumes de estoques de segurança, que são geralmente utilizados com o objetivo de impedir a falta de produto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, devem ser definidos os níveis mínimos de estoques necessários, o ponto de ressuprimento e o tamanho do lote de ressuprimento, considerando esses custos comparados ao custo da venda perdida. Dessa forma, é possível estabelecer um resultado ótimo, já que esses custos se compensam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na decisão sobre qual política de estoques adotar, também deve ser considerado o perfil de necessidades do cliente em relação ao tamanho dos lotes de entrega e à frequência de entrega. Isso porque, muitas vezes, o cliente prefere receber uma maior quantidade de entregas pois, dessa forma, ele reduz suas necessidades de estoques, principalmente nas operações realizadas entre empresas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Automação das atividades de armazenagem</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A automação das atividades contribui para a redução dos custos de armazenagem, na medida em que reduz falhas e erros, otimizando o resultado da operação.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/10/logisticasemmisterios-drones-armazenagem.jpg" alt="uso de drones na automação da armazengem para redução dos custos de armazenagem"  width="542" height="256"/><figcaption>O uso de drones contribui para o controle e contagem de estoques de produtos.</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, a automação contribui para redução do tempo total das operações de <em>picking</em>. Pois, dessa forma, reduz o tempo de identificação do produto no estoque bem como automatiza a seleção e movimentação do produto até o ponto de preparo do pedido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, reduz a movimentação de pessoas pelo armazém, reduzindo as possibilidades de erros e acidentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por representar um custo, em geral, significativo, é necessário avaliar o grau de automação a ser adotado, comparando-se com os ganhos esperados. Pode-se também adotar diferentes níveis de automação, utilizando-se para armazéns de menor complexidade, uma automação mais simples, que não impacte os investimentos, mas consiga reduzir os custos da operação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Capacitação das equipes de operação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Essa, na verdade, é uma medida que cabe a todas as operações da cadeia de suprimentos. E naturalmente ela tem um impacto positivo sobre os custos da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fato que toda equipe bem treinada para suas atividades, trabalha de uma forma mais consciente. Com isso, são reduzidas as falhas e os erros que são os maiores causadores dos custos operacionais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, são reduzidos também os acidentes que são os maiores causadores de afastamentos de trabalho, que tantas vezes oneram os custos da operação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cuidados com o produto na armazenagem</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns fatores podem interferir na integridade do produto durante o armazenamento. Em decorrência, o produto danificado não é vendido e representa um custo adicional para a empresa.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/10/logisticasemmisterios-unitizacao-cuidados.jpg" alt="Práticas para redução dos custos de armazenagem" /><figcaption>A unitização, se mau realizada, pode trazer sérios problemas à integridade do produto e segurança das operações.</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, atender aos requisitos estabelecidos pela produção para a armazenagem é fundamental para que se possa garantir essa integridade. Deve-se atender às condições de temperatura, umidade, disposição do produto no estoque (empilhamento), luminosidade etc. que garantam a integridade do produto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui também o treinamento da equipe, citado anteriormente, é importante para garantir a integridade, pois a movimentação inadequada do produto, ou o empilhamento acima daquele considerado adequado, pode comprometer tanto a embalagem como o próprio produto. Dessa forma, a venda fica inviabilizada e aumenta-se os os custos da operação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Outras ações podem ser desenvolvidas para a redução dos custos de armazenagem</h2>



<p class="wp-block-paragraph">São várias as ações que podem ser implantadas visando a <strong>redução dos custos de armazenagem</strong>. Aqui apresentamos algumas delas, mas a experiência das empresas irá, certamente, mostrar várias outras que podem contribuir com esse objetivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante estar consciente da importância dessa operação na gestão da cadeia de suprimento. Muitas vezes podemos ser tentados a concentrar os esforços no desenvolvimento e na produção, esquecendo que antes de chegar ao mercado, o produto necessariamente será estocado. E isso não deverá, em nenhuma hipótese, comprometer a forma como o produto vai chegar até o cliente final.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph" id="block-6ac42fb9-aaa1-48ab-bf59-e89e06d6c0d0">Gostou desse tema? Ele, assim como outros, farão parte de nosso próximo curso online sobre <strong>Gestão de Custos Logísticos</strong>! Caso você tenha interesse em ser informado sobre a data de lançamento do curso e concorrer a CUPONS GRATUITOS para participação no curso, <a href="https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/l8j5c1">inscreva-se aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="block-c2aa7226-d7b6-43c2-99da-c16a0bfdca0d">Deixe seu comentário e compartilhe esse artigo em suas redes sociais.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph" id="block-ad4d5dd6-cb48-4ab4-a32a-814cf8761d40"><strong><em>REFERÊNCIAS:</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="block-85eb5925-17f1-4434-9975-8bb5e3a30748">LIMA, Mauricio Pimenta. Custos de armazenagem na logística reversa. In: FLEURY, Paulo Fernando; WANKE, Peter; FIGUEIREDO, Kleber Fossati. <a class="rank-math-link" href="https://amzn.to/2ImjBdv">Logística Empresarial: a perspectiva brasileira.</a> São Paulo: Atlas, 2000.</p>
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		<item>
		<title>Os desafios na apuração do custo de produção</title>
		<link>https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/custo-de-producao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2020 10:23:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Custos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://novo.logisticasemmisterios.com.br/?p=50046</guid>

					<description><![CDATA[<p>Dentre as parcelas consideradas na apuração do custo de um produto, o custo de produção é, sem dúvida, o mais complexo de ser determinado. Isso...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Dentre as parcelas consideradas na apuração do custo de um produto, o <strong>custo de produção</strong> é, sem dúvida, o mais complexo de ser determinado. Isso porque envolve uma grande quantidade de variáveis e depende, em grande parte, da complexidade tecnológica do processo produtivo.</p>



<span id="more-50154"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Para alguns produtos, em que o processo de produção é mais simples, o <strong>custo de produção</strong> pode ser apurado com maior facilidade. Porém, para a grande maioria dos processos industriais, a situação é bem diferente. Fatores como a sazonalidade do produto interferem diretamente na forma como a empresa planeja a sua produção.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>As empresas que precisam suprir um produto ou serviço com demanda sazonal ou incerta normalmente produzem a um nível constante durante o ano a fim de minimizar os custos de produção e acumular os estoques necessários para suprir a demanda durante uma temporada relativamente curta de vendas.</p><cite>BALLOU, Ronald H.  <a href="https://amzn.to/3jyn9qZ" class="rank-math-link">Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial</a>. Porto Alegre: Bookman, 2006. p. 374-375</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando que o custo de aquisição de matéria prima, em geral, é considerado no custo de suprimento, o <strong>custo de produção</strong> será composto considerando as parcelas referentes ao custo da mão de obra, ao custo de insumos de processos, ao custo de equipamentos e aos custos indiretos associados à produção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Custos de mão de obra no custo de produção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>custo de mão de obra</strong> é formado pelos salários e encargos das equipes que trabalham na produção. Há vários fatores que podem contribuir para o aumento desse custo, tais como o tamanho da equipe, o tipo de jornada de trabalho e as despesas com horas extras. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em função do tipo de jornada de trabalho pode haver, por exemplo, uma série de adicionais que elevam consideravelmente o custo final da mão de obra. Da mesma forma, a política de pagamento de horas extras, quando houver, é um fator importante a ser considerado nesse cálculo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/10/logisticasemmisterios-custo-maodeobra.jpg" alt="O custo de mão de obra é um custo importante no custo de produção."  width="478" height="268"/><figcaption>O custo de mão de obra é um fator importante na apuração do custo de produção.</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">É importante considerar, no custo da mão de obra, não apenas a equipe envolvida no chão de fábrica, mas também aqueles responsáveis pelos  acompanhamentos das operações, projetos, manutenção. Enfim, todos os profissionais que atuam nas operações que suportam a etapa de produção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Custo de insumo de processos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No <strong>custo de insumos de processos</strong> devem ser considerados todos os materiais utilizados como auxiliares ao processo produtivo, incluindo produtos utilizados nos processos de produção como suprimentos adicionais, água, vapor, energia elétrica etc. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembrando que sempre que falamos em utilidades (água, vapor, energia etc.) devemos considerar apenas aquelas parcelas que exclusivamente são utilizadas no processo. Se não for possível fazer essa segmentação, tais parcelas devem ser desconsideradas para não trazer distorções ao cálculo do custo de produção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Custo dos equipamentos no custo de produção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No <strong>custo de equipamentos</strong> devem ser incluídas as despesas com a depreciação do equipamento e com os sobressalentes para manutenção. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O custo de implantação dos equipamentos já foi considerado no projeto básico da unidade e, portanto, não é considerado no cálculo do custo de produção. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/10/logisticasemmisterios-custo-equipamentos.jpg" alt="Os custos de manutenção e sobressalentes devem ser considerados no custo de produção."  width="485" height="226"/><figcaption>Manutenção e sobressalentes são custos relacionados aos equipamentos de produção a serem considerados.</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Mas as peças sobressalentes, utilizadas na manutenção dos equipamentos, e sua depreciação natural devem ser consideradas, pois são fatores que decorrem da utilização do equipamento para a produção do produto.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Custos indiretos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, outros <strong>custos indiretos</strong> podem ser incorporados ao custo de produção. Esses custos indiretos são custos com aluguel de instalações ou equipamentos, pesquisas &amp; desenvolvimento, entre outros. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, devem ser consideradas as atividades não previstas nos itens anteriores, tendo o cuidado de garantir que sejam efetivamente relacionadas ao processo de produção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Situações específicas em relação ao custo de produção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ressaltar que, na maioria das vezes, para que uma matéria prima seja transformada em produto acabado, são necessários vários processos sequenciais, onde o produto vai sendo produzido em partes ou vai sendo beneficiado de forma sequencial. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, o custo de produção deve considerar os custos decorrentes dessas diferentes etapas, já que todos esses processos se relacionam com a produção do produto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um outro fator importante está relacionado com a variedade de produtos produzidos pela fábrica. Ao se calcular o custo da produção, deve-se considerar esses diferentes produtos e não apenas o volume de produção total. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se não feito dessa forma, poderemos chegar a uma situação em que produtos com mais alto volume de produção subsidiem aqueles de mais baixo volume, levando a erros na precificação que podem levar a empresa à perda de mercado, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisando na bibliografia sobre o assunto, será possível encontrar alguns modelos de cálculo de custo do produto que não consideram o <strong>custo de produção</strong> nessa conta, por entenderem que são custos muito complexos e que, em geral, são utilizados na etapa de avaliação econômico-financeira de implantação da fábrica, antes mesmo do desenho de toda a cadeia de suprimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa pode ser uma decisão da empresa, mas é necessário que se considere que o <strong>custo de produção</strong> pode se alterar ao longo do tempo, seja pela incorporação de novas tecnologias, pela alteração de insumos, equipamentos de processos ou incorporação de novos produtos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses fatores devem ser avaliados sob risco de se incorrer em erros de avaliação, ao se desconsiderar essa variação ao longo do tempo. Você encontra mais informações em nossa publicação sobre <a href="/blog/custos-logisticos/" class="rank-math-link">gestão de custos logísticos</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph" id="block-6ac42fb9-aaa1-48ab-bf59-e89e06d6c0d0">Gostou desse tema? Ele, assim como outros, farão parte de nosso próximo curso online sobre <strong>Gestão de Custos Logísticos</strong>! Caso você tenha interesse em ser informado sobre a data de lançamento do curso e concorrer a CUPONS GRATUITOS para participação no curso, <a href="https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/l8j5c1">inscreva-se aqui</a>.</p>



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<p class="wp-block-paragraph" id="block-ad4d5dd6-cb48-4ab4-a32a-814cf8761d40"><strong><em>REFERÊNCIAS:</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="block-85eb5925-17f1-4434-9975-8bb5e3a30748">BALLOU, Ronald H. <a href="https://amzn.to/3jyn9qZ" class="rank-math-link">Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial.</a> Porto Alegre: Bookman, 2006.</p>
<p>O post <a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/custo-de-producao/">Os desafios na apuração do custo de produção</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br">Logística Sem Mistérios</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Custos operacionais no transporte rodoviário</title>
		<link>https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/custos-operacionais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2020 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Custos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://novo.logisticasemmisterios.com.br/?p=50042</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os custos de transporte representam uma parcela significativa dos custos logísticos de uma cadeia de suprimentos. E dentre os modais de transporte, o transporte rodoviário...</p>
<p>O post <a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/custos-operacionais/">Custos operacionais no transporte rodoviário</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br">Logística Sem Mistérios</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Os custos de transporte representam uma parcela significativa dos custos logísticos de uma cadeia de suprimentos. E dentre os modais de transporte, o transporte rodoviário é, no Brasil, o mais utilizado. Assim, os <strong>custos operacionais do transporte rodoviário</strong> são importantes fatores de análise dentro da logística de uma empresa.</p>



<span id="more-50153"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro da contabilidade empresarial, os custos podem ser classificados de diferentes formas. O modelo a ser adotado depende dos objetivos da avaliação que se deseja fazer.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A dimensão organizacional deve ser avaliada sob duas óticas distintas: uma perspectiva interna à empresa que está contratando o serviço de transporte e outra externa, que engloba fornecedores, clientes e transportadores.</p><cite>FLEURY, Paulo Fernando et al. Em busca da eficiência no transporte terceirizado: estrutura de custos, parcerias e  eliminação de desperdícios. In: <a href="https://amzn.to/2XoPl5R" class="rank-math-link">Logística empresarial: a perspectiva brasileira</a> / (organização) Paulo Fernando Fleury, Peter Wanke, Kleber Fossati Figueiredo. São Paulo: Atlas, 2000. p. 281.</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o objetivo é classificá-los de acordo com a sua função dentro do negócio da empresa, os <strong>custos </strong>podem ser divididos em <strong>operacionais </strong>e <strong>não operacionais</strong>. Por outro lado, quando se deseja analisar o seu comportamento frente às operações, eles podem ser divididos em custos fixos e custos variáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa publicação, comentaremos a estrutura dos <strong>custos operacionais do transporte rodoviário</strong>, pela sua importância dentro da matriz de transportes brasileira. Você pode ler mais a respeito dos modais de transporte utilizados na logística em nossa publicação sobre <a href="/blog/qual-o-modal-mais-adequado-para-transportar-a-sua-carga/" class="rank-math-link">seleção dos modais de transporte</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Estrutura dos custos operacionais do transporte rodoviário</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se dizer que a produtividade do transporte rodoviário está vinculada de diversos fatores como: a distância a ser percorrida, o tipo de veículo utilizado, as características da carga a ser transportada, as condições das estradas e o padrão da demanda do usuário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia mais sobre esse assunto em nossa publicação sobre a os <a href="/blog/transporte-rodoviario-de-cargas/" class="rank-math-link">desafios à maior eficiência no transporte rodoviário de cargas</a>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/09/logisticasemmisterios-custos-operacionais.jpg" alt="custos operacionais no transporte rodoviário"  width="536" height="358"/><figcaption>Um dos custos operacionais está relacionado à distância percorrida na operação de transporte.</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, uma forma de aumentar essa produtividade é controlar os <strong>custos operacionais</strong> mais significativos, tais como: preço do combustível, óleo lubrificante, pneus, peças de reposição dos veículos, ou seja, aqueles custos que estão diretamente associados à performance do veículo utilizado no transporte. Outros custos relacionados ao transporte são os salários dos motoristas (e seus respectivos encargos trabalhistas), seguros, custos administrativos, impostos, despesas com pedágios etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, esse conjunto de custos operacionais pode ser dividido em dois grandes blocos, formados pelos custos fixos e variáveis. E essa é a estrutura básica dos <strong>custos operacionais do transporte rodoviário</strong> de cargas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Custos fixos e variáveis no transporte rodoviário</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para essa divisão, é necessário estabelecer um parâmetro de análise, normalmente utilizando-se a distância percorrida (em quilômetros). No entanto esse não é o único parâmetro. Em alguns casos pode ser utilizada também a tonelada por quilômetro percorrido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando o quilômetro rodado como parâmetro para alocação dos custos, teremos que os custos variáveis são aqueles que variam em função da distância percorrida. Exemplos de custos variáveis são: combustível e lubrificantes, troca de pneus, peças sobressalentes, lavagem do veículo, pedágios entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já os custos fixos, dentro dessa divisão, são aqueles que independem da distância percorrida, sendo seus maiores exemplos: salários e encargos dos motoristas, impostos, custos de overhead entre outros.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Influências externas no custo operacional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os <strong>custos operacionais no transporte rodoviário</strong> são impactados também por fatores externos. Um desses fatores é a existência de <strong>diferentes modelos de negócio</strong>. Em função da grande heterogeneidade do setor de transporte de cargas, existem diferentes tipos de relação entre os usuários e os negócios. Isso leva a que alguns tipos de negócio sejam desenvolvidos especificamente com o objetivo de atender a um segmento específico. Por exemplo, serviços expressos focam a velocidade nas entregas, enquanto pequenas empresas buscam competir nos preços de fretes. Algumas empresas oferecem serviços específicos, como é o caso do transporte de cargas perigosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator se refere ao <strong>tipo e configuração dos veículos</strong>. Por exemplo, no modal rodoviário existem diferentes tamanhos e configurações de caminhões, permitindo uma ampla variedade na capacidade de carga transportada. Em consequência isso impacta os seus custos operacionais. Além disso, os caminhões podem ser configurados para transportar carga total ou parcial, o que também traz impactos a esses custos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/09/logisticasemmisterios-rodotrem-rodoviario.jpg" alt="Custos operacionais no transporte rodoviário" /><figcaption>Os rodotrens estão entre as configurações de veículos utilizadas no transporte rodoviário de cargas.</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Um terceiro fator está relacionado à <strong>área onde o serviço será executado</strong>. Assim, trajetos em áreas urbanas quando comparados às áreas rurais, têm custos diferentes. O mesmo ocorre quando se compara longos trajetos com distâncias mais curtas. Tais diferenças, em geral, estão associadas a custos como salários do motorista, consumo do combustível, velocidade permitida, além da idade dos veículos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, um quarto conjunto de fatores está associado às <strong>condições do mercado</strong>. Normalmente são fatores que podem também sofrer interferência governamental. Dentre esses fatores, podem ser citados:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Volatilidade do preço do combustível</em>: a depender do contrato, a revisão dos fretes pode não ser possível a qualquer tempo. Assim, mudanças bruscas no preço dos combustíveis afetam significativamente os custos e, dessa forma, os resultados da transportadora.</li><li><em>Dificuldades nas áreas urbanas</em>: em geral, as entregas noturnas apresentam um custo menor pelo simples fato de que, nesses horários, há menos congestionamentos na área urbana. Uma outra dificuldade pode ser a falta de estacionamentos, dificultando as operações de entregas por caminhões.</li><li><em>Expansão urbana</em>: o crescimento das áreas urbanas aumenta o preço dos imóveis nas regiões mais próximas, obrigando as transportadoras a alugarem espaços cada vez mais distantes, aumentando os custos variáveis do transporte, apesar da redução no custo fixo (imóvel mais barato).</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">É importante destacar que essa análise feita sobre os <strong>custos operacionais do transporte rodoviário</strong> pode ser aplicada aos demais modais de transporte. Questões como preço de combustíveis e arrendamento de áreas são comuns e devem ser consideradas na estrutura do custo de transporte, qualquer que seja o modal considerado.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph" id="block-6ac42fb9-aaa1-48ab-bf59-e89e06d6c0d0">Gostou desse tema? Ele, assim como outros, farão parte de nosso próximo curso online sobre <strong>Gestão de Custos Logísticos</strong>! Caso você tenha interesse em ser informado sobre a data de lançamento do curso e concorrer a CUPONS GRATUITOS para sua inscrição, <a href="https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/l8j5c1">inscreva-se aqui</a>.</p>



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<p class="wp-block-paragraph" id="block-ad4d5dd6-cb48-4ab4-a32a-814cf8761d40"><strong><em>REFERÊNCIAS:</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="block-85eb5925-17f1-4434-9975-8bb5e3a30748">FLEURY, Paulo Fernando; AVILA, Marcos Gonçalves; WANKE, Peter. Em busca da eficiência no transporte terceirizado: estrutura de custos, parcerias e eliminação de desperdícios. In: <a href="https://amzn.to/2XoPl5R">Logística empresarial: a perspectiva brasileira</a> / (organização) Paulo Fernando Fleury, Peter Wanke, Kleber Fossati Figueiredo. São Paulo: Atlas, 2000. p. 281.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Legislação tributária e as operações logísticas</title>
		<link>https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/legislacao-tributaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2020 10:12:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Custos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://novo.logisticasemmisterios.com.br/?p=50039</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em qualquer operação logística, seja entre empresas ou diretamente com o consumidor, será incluído um valor referente ao pagamento de tributos ao Estado. Esse pagamento...</p>
<p>O post <a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/legislacao-tributaria/">Legislação tributária e as operações logísticas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br">Logística Sem Mistérios</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em qualquer operação logística, seja entre empresas ou diretamente com o consumidor, será incluído um valor referente ao pagamento de tributos ao Estado. Esse pagamento pode ser devido à União, aos Estados ou aos Municípios. A <strong>legislação tributária </strong>estabelece que as três esferas de governo têm prerrogativa de cobrança em relação à sua área de atuação.</p>



<span id="more-50152"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Tal prerrogativa da <strong>legislação tributária</strong> está estabelecida na Constituição Federal de 1988, que definiu o Sistema tributário nacional a partir da revisão da legislação anterior, que datava da década de 60.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/09/logisticasemmisterios-constituicao-federal.jpg" alt="Constituição Federal estabelece os princípios da legislação tributária"  width="535" height="261"/><figcaption>A Constituição Federal estabelece os princípios da legislação tributária</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Chamamos genericamente de impostos aos tributos cobrados aos contribuintes. No entanto, o imposto é uma das espécies na <strong>legislação tributária</strong>, junto às taxas e contribuições de melhorias. A diferença é que o imposto é devido mesmo que não esteja associado diretamente à prestação de um serviço pelo Estado, ao contrário das taxas e contribuições, que sempre estarão associadas a uma contrapartida estatal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ramo do Direito que estuda a <strong>legislação tributária</strong> é o direito tributário. Ele não está relacionado com a forma como essa tributação é aplicada ou gerenciada. Assim, o campo de atuação do direito tributário se encerra com a arrecadação dos tributos aos cofres públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O direito tributário, portanto, se reveste de grande importância pois, na realidade, todos os contribuintes (pessoas físicas ou jurídicas) estão sujeitos à tributação. É necessário, então, haver uma forma de regular esse assunto, visando proteger o contribuinte, para que não seja penalizado pelo exagero do Estado na definição dos tributos aos quais eles são submetidos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Princípios da legislação tributária</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Constituição Federal, em seu artigo 150, estabelece os princípios a serem adotados na <strong>legislação tributária</strong>. Por exemplo, não é permitido que um determinado tributo seja exigido ou aumentado sem que seja estabelecido através de lei específica. Os princípios que norteiam a legislação tributária, estabelecidos na Constituição Federal, são os seguintes:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Legalidade</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhum tributo pode ser criado ou ter sua alíquota majorada através de portarias ou decretos, ou qualquer outro instrumento normativo inferior à lei ordinária.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Art. 150 – Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:</p><p>I – exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;</p><cite><br>BRASIL. Constituição (1988). <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" class="rank-math-link">Constituição da República Federativa do Brasil</a>. Brasília: Senado Federal &#8211; Centro Gráfico, 1988. Art. 150.</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Esse princípio da <strong>legislação tributária</strong> é chamado de legalidade estrita tributária.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Isonomia</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Art. 150 – Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:</p><p>II – instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;</p><cite>BRASIL. Constituição (1988). <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">Constituição da República Federativa do Brasil</a>. Brasília: Senado Federal &#8211; Centro Gráfico, 1988. Art. 150.</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Esse princípio da <strong>legislação tributária</strong> está de acordo com o art. 5 da própria Constituição que estabelece que “todos são iguais perante a lei”, não sendo permitido tratamento diferenciado para contribuintes em situações idênticas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Irretroatividade tributária</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esse princípio decorre da legalidade e segurança jurídica.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Art. 150 – Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:</p><p>III &#8211; cobrar tributos:</p><p>a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instruído ou aumentado;</p><cite>BRASIL. Constituição (1988). <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">Constituição da República Federativa do Brasil</a>. Brasília: Senado Federal &#8211; Centro Gráfico, 1988. Art. 150.</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, não havendo lei anterior que seja revogada por outra, qualquer tributo só pode ser cobrado a partir da promulgação da lei que o tenha instituído.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Anterioridade de exercício e nonagesimal</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esse princípio da <strong>legislação tributária</strong> está relacionado ao início da cobrança de um novo tributo ou de sua alteração de valor.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Art. 150 – Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:</p><p>III &#8211; cobrar tritutos:</p><p>b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;</p><p>c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b;</p><cite>BRASIL. Constituição (1988). <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">Constituição da República Federativa do Brasil</a>. Brasília: Senado Federal &#8211; Centro Gráfico, 1988. Art. 150.</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, um tributo criado ou majorado por lei somente poderá ser cobrado no primeiro dia do exercício seguinte ou 90 dias após sua promulgação, o que ocorrer por último.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Vedação ao confisco</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esse princípio estabelece que um tributo não pode, sob nenhuma hipótese, extrair a riqueza do contribuinte.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Art. 150 – Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:</p><p>V – utilizar tributo com efeito de confisco”.</p><cite>BRASIL. Constituição (1988). <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">Constituição da República Federativa do Brasil</a>. Brasília: Senado Federal &#8211; Centro Gráfico, 1988. Art. 150.</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplificando, um município não pode cobrar o IPTU com uma alíquota de 20% do valor de um imóvel. Isso levaria a que o contribuinte rapidamente perdesse o valor desse imóvel. Assim, o tributo estaria, na prática, confiscando o patrimônio do contribuinte.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Capacidade contributiva</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esse princípio da <strong>legislação tributária</strong> estabelece que os tributos sejam cobrados considerando a capacidade econômica do contribuinte.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:</p><p>(&#8230;)</p><p>§ 1º &#8211; Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.</p><cite>BRASIL. Constituição (1988). <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">Constituição da República Federativa do Brasil</a>. Brasília: Senado Federal &#8211; Centro Gráfico, 1988. Art. 145.</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, os tributos devem ser cobrados considerando as possibilidades do contribuinte arcar com tais despesas. Apesar do artigo referir-se a impostos, esse princípio é aplicado a todo o tipo de tributação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tributação nas operações logísticas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a complexidade da carga tributária impacta significativamente os resultados financeiros das empresas. Como existem diferentes alíquotas interestaduais, muitas vezes se busca a transferência de produtos em uma região, em detrimento de outras. Com isso, consegue-se uma redução na carga dos impostos cobrados sobre uma determinada operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um outro exemplo pode ser citado em relação à decisão sobre a localização de instalações. Essa escolha considera, entre outros aspectos, as oportunidades e os riscos que a<strong> legislação tributária </strong>de um Estado ou Município pode oferecer à empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, é importante haver uma análise aprofundado das alternativas fiscais, de forma a minimizar o impacto tributário para a empresa. Entre os fatores que impactam a localização de uma instalação estão: benefícios fiscais, redução de impostos, alíquotas diferenciadas entre outros. Todas essas possibilidades devem ser consideradas na <a href="/blog/custos-logisticos/" class="rank-math-link">gestão dos custos logísticos</a>, cujo assunto já foi abordado em nosso blog.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, toda a cadeia de suprimentos deve ser analisada sob a ótica da <strong>legislação tributária</strong>, de forma a que o desenho logístico possa contemplar as possibilidades legais de redução dos tributos e, consequentemente, otimização do resultado dos negócios.</p>



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<p class="wp-block-paragraph" id="block-6ac42fb9-aaa1-48ab-bf59-e89e06d6c0d0">Gostou desse tema? Ele, assim como outros, farão parte de nosso próximo curso online sobre <strong>Gestão de Custos Logísticos</strong>! Caso você tenha interesse em ser informado sobre a data de lançamento do curso e concorrer a CUPONS GRATUITOS para sua inscrição, <a href="https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/l8j5c1">inscreva-se aqui</a>.</p>



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<p class="wp-block-paragraph" id="block-ad4d5dd6-cb48-4ab4-a32a-814cf8761d40"><strong><em>REFERÊNCIAS:</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="block-85eb5925-17f1-4434-9975-8bb5e3a30748">BRASIL. Constituição (1988). <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">Constituição da República Federativa do Brasil</a>. Brasília: Senado Federal &#8211; Centro Gráfico, 1988.</p>



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<p>O post <a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/legislacao-tributaria/">Legislação tributária e as operações logísticas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br">Logística Sem Mistérios</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Gestão dos custos logísticos</title>
		<link>https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/custos-logisticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2020 09:54:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Custos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://novo.logisticasemmisterios.com.br/?p=50031</guid>

					<description><![CDATA[<p>No mercado competitivo, onde a oferta de produtos e serviços é cada vez mais diversificada, a sobrevivência das empresas depende, muitas vezes, da adequada gestão...</p>
<p>O post <a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/custos-logisticos/">Gestão dos custos logísticos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br">Logística Sem Mistérios</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No mercado competitivo, onde a oferta de produtos e serviços é cada vez mais diversificada, a sobrevivência das empresas depende, muitas vezes, da adequada gestão dos <strong>custos logísticos</strong> associados às operações por ela realizadas, frente às ofertas da concorrência.</p>



<span id="more-50150"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Para competir no mercado, atendendo a um nível de serviço ao cliente cada vez mais elevado, a gestão dos <strong>custos logísticos</strong> passa a ter uma importância fundamental para controlar as margens de ganhos do negócio. Leia mais sobre esse assunto em nossa publicação sobre o <a class="rank-math-link" href="/blog/trade-off-entre-custos-logisticos-e-nivel-de-servico-ao-cliente/">impacto do nível de serviços nos custos logísticos</a>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O maior obstáculo é que cada vez mais os clientes estão exigindo melhores níveis de serviço, mas ao mesmo tempo não estão dispostos a pagar mais por isso.</p><cite>Lima, Maurício Pimenta.  Custos logísticos: uma visão gerencial. In: <a href="https://amzn.to/2XoPl5R" class="rank-math-link">Logística empresarial: a perspectiva brasileira</a> / (organização) Paulo Fernando Fleury, Peter Wanke, Kleber Fossati Figueiredo. São Paulo: Atlas, 2000<a rel="noreferrer noopener" href="https://amzn.to/2XoPl5R" target="_blank" class="rank-math-link">.</a> p. 251.</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">As operações logísticas apresentam alta complexidade, envolvendo, muitas vezes, diversos processos. Os <strong>custos logísticos </strong>associados a essas operações dependem, em grande parte, da forma como esses processos estão interligados, e de como é realizada a gestão dos fluxos de materiais e de informações entre eles.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Custos logísticos do produto</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os <strong>custos logísticos </strong>do produto englobam os custos relacionados de forma mais direta com a fabricação do produto: custo da matéria prima, custo de produção propriamente dito e o custo das embalagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O custo da matéria prima é uma ferramenta importante no processo de seleção dos fornecedores. Mas cuidado! Custo não é apenas preço! Até algum tempo atrás, esse custo considerava apenas o preço da matéria prima. No entanto, hoje, o preço se tornou apenas mais um fator do custo (custo de aquisição).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram incorporados aos custos de suprimento todos os serviços relacionados à colocação do pedido, transporte, recebimento e estoque de matéria prima. Assim, visto de uma forma mais ampla, é possível que um dado fornecedor que tenha um custo de aquisição menor não seja selecionado, em função dos demais custos que a empresa incorre por fazer essa escolha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o custo de produção está associado intrinsecamente ao processo fabril. Neles são considerados os insumos utilizados para a produção tais como equipamentos, energia, mão de obra entre outros. Esse custo é fortemente impactado pela forma como a produção é realizada, as políticas de manutenção dos equipamentos, a utilização da capacidade instalada etc.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/08/logisticasemmisterios-fabrica-automoveis.jpg" alt="custos logísticos na produção de automóveis"  width="522" height="293"/><figcaption>Quanto mais complexa for a produção, maiores serão s custos a ela associados.</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à embalagem dos produtos, ela interfere nas operações em várias etapas da cadeia de suprimento. O seu objetivo principal é proteger o produto até a entrega final, mas ela também se relaciona com as operações de armazenagem e transporte dos produtos. Por isso, os custos de embalagem podem muitas vezes incluir despesas decorrentes dessas operações e não apenas o custo de produção ou montagem da embalagem em si.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Custo logísticos na armazenagem</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os <strong>custos logísticos</strong> de armazenagem têm uma grande importância dentro da gestão da cadeia de suprimentos. Eles são responsáveis pelo equilíbrio entre custo e disponibilidade do produto para atendimento ao mercado. Trata-se do custo decorrente da manutenção dos estoques pela empresa, sendo composto por vários itens, tais como: o capital investido em estoques, prêmios de seguro, obsolescência do estoque e impostos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/08/logisticasemmisterios-armazenagem-produtos.jpg" alt="custos logísticos de armazenagem" /><figcaption>O custo de armazenagem é um dos principais custos logísticos na cadeia de suprimentos</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Desses fatores, o mais complexo, sem dúvida é o custo do capital investido. Esse custo está relacionado aos recursos investidos no estoque que, naturalmente, são recursos que a empresa deixa de aplicar em investimentos, restringindo a disponibilidade de capital da empresa e reduzindo seu lucro. Por essa razão, uma das principais preocupações é o quanto manter em estoques, sem comprometer os resultados da empresa, mas também garantindo um nível adequado de atendimento ao mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se pode esquecer, ainda, um outro grupo de custos, relacionados às instalações utilizadas na armazenagem. Estes dependem de questões específicas como se a instalação de armazenagem é própria ou alugada, dos custos dos equipamentos utilizados na automação da armazenagem e movimentação dos produtos, do consumo de energia e da mão de obra aplicada nessa operação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Custos logísticos no processamento do pedido</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O processamento do pedido é o elo da cadeia que une os estoques e o atendimento ao cliente e seus <strong>custos logísticos</strong> decorrem do recebimento e processamento dos pedidos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Envolve aspectos como comunicação, processamento de dados, despesas administrativas entre outros. Muitas vezes esse conjunto de custos pode estar associado aos custos de manutenção dos estoques. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, pela importância que têm para a garantia do nível de serviço ao cliente, é importante que sejam considerados em separado para uma melhor gestão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Custos logísticos no transporte</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os <strong>custos logísticos </strong>do transporte estão associados às operações de transporte de produtos entre a fábrica e seus armazéns e entre esses armazéns e os clientes finais. Um dos principais constituintes desse custo é o frete de transporte, que varia em função do tipo de modal utilizado no transporte. Mas além dos fretes, temos outros custos como seguro da carga e impostos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/08/logisticasemmisterios-multimodalidade.jpg" alt="custos de frete de transportes"  width="549" height="208"/><figcaption>Os fretes variam em função do tipo de modal utilizado no transporte da carga</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">É muito comum, nessa etapa, o uso de parceiros para o atendimento a essas operações. Nesse caso, deve-se considerar também os custos relacionados à contratação desses colaboradores. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da própria empresa ser responsável pelo transporte, ela então deve considerar os custos com veículos e combustíveis. Para mais detalhes sobre o assunto, leia nossa publicação sobre <a href="/blog/parcerias-com-membros-do-canal-de-distribuicao/">parcerias nos canais de distribuição</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Compensação dos custos logísticos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Fica evidente o grau de importância que os <strong>custos logísticos</strong> têm para as empresas na gestão de sua cadeia de suprimentos. O grande desafio encontrado é como fazer a gestão ao longo da cadeia, de forma a se atingir o adequado nível de satisfação dos clientes ao menor custo. Há uma grande diversidade de fatores que interferem no custo associado a essas operações e as inter-relações existentes entre estas operações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso a compensação de custos é um assunto que se destaca na análise do custo total, exatamente pelo fato de que existem fortes relações entre as operações e estas impactam diretamente nos custos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, não se pode analisar esses fatores em separado, sendo reunidos em categorias apenas com o objetivo de facilitar o entendimento das relações existentes entre os diferentes custos associados às operações da cadeia de suprimento.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph">Gostou desse tema? Ele, assim como outros, farão parte de nosso próximo curso online sobre <strong>Gestão de Custos Logísticos</strong>! Caso você tenha interesse em ser informado sobre a data de lançamento do curso e concorrer a CUPONS GRATUITOS para sua inscrição, <a href="https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/l8j5c1" class="rank-math-link">inscreva-se aqui</a>.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>REFERÊNCIAS:</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Lima, Maurício Pimenta. Custos logísticos: uma visão gerencial. In: <a href="https://amzn.to/2XoPl5R" class="rank-math-link">Logística empresarial: a perspectiva brasileira</a> / (organização) Paulo Fernando Fleury, Peter Wanke, Kleber Fossati Figueiredo. São Paulo: Atlas, 2000.</p>
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		<item>
		<title>A armazenagem de produtos e os custos associados</title>
		<link>https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/a-armazenagem-de-produtos-e-os-custos-associados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2020 11:52:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Custos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://novo.logisticasemmisterios.com.br/?p=50029</guid>

					<description><![CDATA[<p>É uma realidade, em qualquer cadeia de suprimentos, que a armazenagem de produtos representa um desafio aos negócios da empresa, em função dos custos que...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">É uma realidade, em qualquer cadeia de suprimentos, que a <strong>armazenagem de produtos</strong> representa um desafio aos negócios da empresa, em função dos <strong>custos </strong>que podem estar associados. Por outro lado, uma das finalidades em manter estoques é ter maior disponibilidade de produtos para entrega ao mercado. Mas afinal, por que motivo as empresas precisam manter estoques de produtos?</p>



<span id="more-50078"></span>



<h2 class="wp-block-heading">Motivos para a formação de estoques de produtos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos motivos para manter estoques é o fato de que há muitas incertezas no planejamento da produção e no atendimento ao mercado, provocando um descompasso entre essas informações e, com isso, gerando estoques.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto menos incerteza houver em suas previsões, mais segurança terá a empresa em reduzir seus estoques. Isso porque conhecerá a demanda e terá melhor condições de identificar o ponto em que precisa suprir o estoque de produtos ou de matéria prima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um segundo fator para a formação de estoques está relacionado à forma como foi concebida a estrutura do canal de distribuição do produto. Sabemos que para garantir um maior nível de serviço, muitas vezes a empresa cria estruturas de armazenamento próximas aos clientes visando garantir o atendimento aos prazos exigidos. No entanto, quanto maior for o número de armazéns ao longo da cadeia, maior será o volume de estoques ao longo dela. Isso já foi tema em nosso blog, quando apresentamos a <a href="/blog/a-pratica-da-postergacao-na-cadeia-de-suprimentos/">prática da postergação nas cadeias de suprimento</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda um terceiro fator que está relacionado com algumas práticas de mercado no que se refere à compra de produtos de forma antecipada, visando aproveitar oportunidades de preço, antecipar-se às emergências ou mesmo devido à sazonalidade de um determinado produto.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Visão geral sobre custos de armazenagem</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Genericamente consideram-se os <strong>custos de armazenagem </strong>como um tipo de custo associado à manutenção de estoques de produtos pelas empresas. No entanto, existem diferentes custos associados a essas operações como, por exemplo, o custo de <strong>manutenção dos estoques</strong>, o <strong>custo de depreciação dos ativos</strong> e o <strong>custo de oportunidades do estoque</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua maior parte, os <strong>custos de armazenagem</strong> são custos fixos e, dessa forma, são proporcionais à capacidade instalada, independente do quanto o armazém esteja ocupado. São custos relacionados às atividades de armazenagem, que ocorrem seja com o armazém cheio ou vazio.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A elevada parcela de custos fixos na atividade de armazenagem faz com que os custos sejam proporcionais à capacidade instalada. Dessa maneira, pouco importa se o armazém está quase vazio ou se está movimentando menos produtos do que o planejado.</p><cite>LIMA, Maurício P. Custos de armazenagem na logística moderna. In: <a href="https://amzn.to/2ZAvKAM">Logística empresarial: a perspectiva brasileira</a> / (organização) Paulo Fernando Fleury, Peter Wanke, Kleber Fossati Figueiredo. São Paulo: Atlas, 2000. p. 262.</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, é muito importante o adequado dimensionamento dos armazéns, pois como os custos estão associados à sua capacidade. Muitas vezes para atender efeitos de sazonalidade das entregas, os armazéns acabam sendo superdimensionados e isso, impactará os custos relacionados a essa operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos desconsiderar, por exemplo, que a pulverização dos pedidos de entrega, com o comércio eletrônico, é um fator importante, que traz uma dificuldade ainda maior para os custos de armazenagem. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/07/logisticasemmisterios-armazenagem-ecommerce.jpg" alt="Influência do e-commerce na armazenagem" /><figcaption>O impacto do e-commerce deve ser considerado na estrutura de armazenagem de produtos</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Em consequência, as técnicas de levantamento de custos das operações envolvidas na armazenagem de produtos também passaram a considerar tais premissas, adequando-se a essa nova realidade de mercado, para fazer frente ao novo perfil de consumo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Custos de manutenção de estoques</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entende-se por custo de manutenção dos estoques, todos aqueles relacionados à guarda dos produtos em um armazém como, por exemplo, o custo do armazenamento físico dos produtos (espaço ocupado), seguros, manuseio, danos ao produto etc. São diferentes tipos de custos que estão associados à manutenção dos estoques de produtos no armazém.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em>Custo de armazenagem física de produtos</em></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Este custo está ligado à ocupação do espaço físico pelos estoques. Podemos considerar, nessa abordagem, diferentes parâmetros, haja visto que o armazém pode ser próprio ou alugado de terceiros. Basicamente deve-se considerar, nessa análise, os custos que estão associados à manutenção daquele espaço físico utilizado para armazenagem. Incluem-se nesse cálculo as despesas com luz, eletricidade, impostos (Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana – IPTU) e, no caso de ser um espaço alugado para tal objetivo, as despesas com aluguéis e taxas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/07/logisticasemmisterios-estoque-produtos.jpg" alt="Custos associados ao espaço do estoque de produtos"  width="488" height="343"/><figcaption>Os custos de estoque estão diretamente associados ao espaço por ele ocupado.</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">De forma a que esse custo seja o mais próximo possível da realidade, devem ser desconsideradas quaisquer outras instalações que não estejam diretamente relacionadas ao estoque de produtos. Então, por exemplo, se o espaço for dividido com a área administrativa da empresa, ou qualquer outra, a área reservada para tais atividades não deve ser considerada no cálculo do custo do estoque por metro quadrado, de forma a que se tenha o custo especificamente do espaço ocupado pelo armazenamento dos produtos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em>Custos com seguros</em></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo fator no cálculo do custo de armazenagem de produtos é o <strong>custo com seguros</strong>, que tem uma dimensão de suma importância. Isso porque no caso de uma fatalidade com a instalação de armazenamento, a ausência de um seguro adequado pode inviabilizar economicamente a empresa, colocando em risco todo o seu patrimônio. Portanto, é um fator que não deve ser menosprezado, buscando-se uma cobertura adequada, de forma que possa fazer frente a eventuais sinistros.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em>Custos com manuseio de produto</em>s</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro fator associado aos custos de armazenagem é o <strong>custo de manuseio dos produto</strong>s, considerando a necessidade de manipulação e movimentação interna no estoque. Consideram-se nesse custo todas as atividades envolvidas na movimentação do produto na armazenagem, desde o seu recebimento até a sua saída do estoque. Devem ser incluídos os custos com equipamentos e pessoal envolvidos nessa operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A automação na armazenagem visa, entre outras coisas, reduzir esse tipo de custo, facilitando a movimentação do produto dentro do armazém, eliminando muitas vezes a necessidade de que o operador do estoque se envolva diretamente na operação de movimentação. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/07/logisticasemmisterios-automacao-armazenagem.png" alt="Automação da armazenagem de produtos" /><figcaption>A automação na armazenagem reduz as falhas no manuseio</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a redução de falhas nessa operação, provocada pela automação, reduz os custos com repetições da operação, geralmente necessária quando ocorrem erros na movimentação. No entanto, os custos decorrentes do processo de automação do armazém, com os equipamentos e tecnologia envolvidos, deve ser considerado no custo total da movimentação.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em>Custos da perda de produtos</em></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, deve-se considerar também o <strong>custo com perdas decorrentes de danos ao produto</strong> causados durante o armazenamento. Os produtos danificados no armazenamento são inservíveis e, portanto, não podem ser comercializados apesar de terem sido produzidos com essa finalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O controle dos danos provocados aos produtos durante o armazenamento se dá através de investimentos em equipamentos e na capacitação das equipes, que devem estar atentas a esses riscos durante a operação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Custos com depreciação de ativos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Deve-se sempre considerar que todo equipamento utilizado em qualquer operação industrial, inclusive aqueles utilizados na armazenagem, sofrem um processo de depreciação com o tempo, que pode ser devido ao seu uso frequente, a um desgaste natural do equipamento ou mesmo à obsolescência em função de novas tecnologias associadas ao equipamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deve-se, portanto, considerar entre os custos de armazenagem, aqueles decorrentes da depreciação dos equipamentos utilizados, como empilhadeiras, equipamentos de automação etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo ativo sofre depreciação a partir do momento em que é colocado em uso. Essa depreciação é um processo contínuo que se estende até a venda do ativo ou até que ele atinja o valor fiscal igual a zero. Para tanto, é necessário conhecer o tempo de vida útil do equipamento, que deverá ser considerado no cálculo da depreciação, seja até a sua venda ou enquanto for utilizado na redução do imposto de renda pago.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante citar que a retirada do equipamento de operação por um determinado tempo como, por exemplo, para manutenção, não influencia o cálculo da depreciação. A menos, é claro, que o equipamento seja retirado para substituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deve-se considerar também o que a Receita Federal considera como tempo de vida útil máximo do equipamento. Os anexos da Instrução Normativa SRF 162, de 31 de dezembro de 1998 definem os tempos máximos de vida útil para uma série de equipamentos. Isso deve ser considerado no cálculo da depreciação fiscal do equipamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Custo de oportunidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O custo de oportunidade do estoque está associado ao custo financeiro do valor imobilizado pela empresa em produtos estocados. Em outras palavras, reflete o quanto a empresa deixa de ganhar em outros tipos de investimentos por ter imobilizado uma parte de seu capital em estoques. Assim, não se caracteriza por um custo associado a algum desembolso de capital, como os demais custos, onde existe uma despesa a ele associada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se avalia o custo de oportunidade de estoques, o que se está decidindo é qual o melhor momento da venda do produto estocado. Nesse sentido, a comparação de alternativas deve ser feita considerando a possibilidade de rendimento do valor do estoque em aplicações do mercado. Normalmente utiliza-se a taxa de inflação como referência para esse cálculo. Isso porque se não vender o produto, a empresa deixa de captar recursos que serão recebidos apenas no momento da venda, em um valor futuro.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em>Custos da falta de produto</em>s</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos aqui também considerar um outro custo vinculado à decisão sobre manter ou não estoques, que é o <strong>custo da falta de produto</strong>. Como uma decisão que está vinculada ao custo de oportunidade é a escolha por estocar ou investir, não se pode deixar de considerar que a falta de estoques também traz um custo para a empresa. Daí a importância da <a href="/blog/trade-off-entre-custos-logisticos-e-nivel-de-servico-ao-cliente/">análise da relação custo/benefício entre manter o estoque e o nível de serviço desejado</a>, conforme já apresentado em nosso blog.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse custo da falta de produto pode se refletir tanto no custo de atraso da entrega como no custo da venda perdida. Deve, em todos os casos, ser considerado como hipótese de avaliação. Considera-se no cálculo da venda perdida, apenas o valor que a empresa deixou de receber por não dispor do produto para venda ao cliente. No entanto, esse tipo de situação pode trazer impactos ainda maiores para a empresa, como a perda do próprio cliente. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/07/logisticasemmisterios-custos-perda-produtos.jpg" alt="Transferência do cliente para a concorrência pela falta de produtos."  width="500" height="333"/><figcaption>Diante da indisponibilidade de produto, o cliente pode transferir suas compras para a concorrência</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Daí se conclui que o custo de oportunidade é muito mais amplo do que simplesmente optar-se ou não por estocar o produto e aplicar o capital. Há vários outros fatores que devem ser considerados nessa avaliação pela empresa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como reduzir os custos de armazenagem de produtos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do exposto em relação aos fatores que influenciam diretamente os custos dos estoques, podemos perceber que existem diversas ações que podem ser tomadas visando a redução dos custos associados à etapa de armazenagem de produtos. A seguir discutiremos algumas dessas ações.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em>Definição de uma política de estoques de produtos adequada ao mercado</em></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro ponto a ser considerado pela empresa é o estabelecimento de uma política de estoques que lhe garanta atender ao nível de serviço desejado pelo cliente. Porém,  sem que isso implique na necessidade de grandes volumes de estoques de segurança, que são utilizados com o objetivo de impedir a falta de produto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na decisão sobre a política de estoques deve ser considerado o perfil de necessidades do cliente em relação ao tamanho dos lotes e à frequência de entrega. Muitas vezes o cliente prefere receber uma maior quantidade de entregas pois, dessa forma, ele reduz suas necessidades de estoques.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em>Automação das atividades de armazenagem</em> <em>de produtos</em></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A automação das atividades da operação de armazenagem de produtos contribui para a redução dos custos na medida em que reduz falhas e erros, otimizando o resultado da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por representar um custo, em geral, significativo, é necessário avaliar o grau de automação a ser adotado, comparando-se com os ganhos esperados a partir dela. Pode-se também adotar diferentes níveis de automação. Por exemplo, em armazéns menores, utiliza-se uma automação mais simples. Isso para ter menos impacto dos investimentos, apesar de reduzir os custos da armazenagem de produtos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em>Capacitação das equipes de operação</em></h3>



<p class="wp-block-paragraph">É fato que toda equipe bem treinada para suas atividades, trabalha de uma forma mais consciente. Dessa forma, reduz as falhas e erros que são os maiores causadores dos custos operacionais. Além disso, são reduzidos também os acidentes que são os maiores causadores de afastamentos de trabalho, que tantas vezes oneram os custos da operação.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em>Cuidados com os produtos na armazenagem</em></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Como foi comentado anteriormente, alguns fatores podem interferir na integridade dos produtos durante a armazenagem. Em decorrência, o produto danificado não é vendido e representa custos adicionais para a empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, atender aos requisitos estabelecidos pela produção para a armazenagem é fundamental para que se possa garantir essa integridade. Deve-se atender às condições de temperatura, umidade, disposição do produto no estoque (empilhamento), luminosidade etc. que garantam a integridade do produto.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph">Se você gostou desse assunto saiba que este e muitos outros, relacionados à logística empresarial, são discutidos em nosso curso&nbsp;<strong>Logística Integrada na Cadeia de Suprimento</strong>.&nbsp;<a href="https://www.udemy.com/course/logistica-integrada/?referralCode=A3A48478453AD1634A1F" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conheça o programa completo do curso</a>.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>REFERÊNCIAS:</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, Maurício P. Custos de armazenagem na logística moderna. In: <a href="https://amzn.to/2ZAvKAM">Logística empresarial: a perspectiva brasileira</a> / (organização) Paulo Fernando Fleury, Peter Wanke, Kleber Fossati Figueiredo. São Paulo: Atlas, 2000</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Trade-off entre custos logísticos e nível de serviço ao cliente</title>
		<link>https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/trade-off-entre-custos-logisticos-e-nivel-de-servico-ao-cliente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2020 09:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Custos]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://novo.logisticasemmisterios.com.br/?p=50009</guid>

					<description><![CDATA[<p>É natural imaginarmos que para fazer frente a todas alterações necessárias nas operações de uma cadeia de suprimento, para atender ao nível de serviço desejado...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">É natural imaginarmos que para fazer frente a todas alterações necessárias nas operações de uma cadeia de suprimento, para atender ao <strong>nível de serviço</strong> desejado pelos clientes, as empresas passaram a enfrentar um novo dilema. Seja em relação às operações envolvidas no fluxo de materiais, seja em relação ao fluxo de informações, tais mudanças representaram, em sua maioria, um aumento nos custos operacionais. E isso, naturalmente, reduziu as margens de ganhos com seus negócios. Daí a importância de uma análise de <strong>trade-off entre custos logísticos e nível de serviço ao cliente</strong>.</p>



<span id="more-50071"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Então, uma preocupação frequente passou a ser como aumentar o <strong>nível de serviço</strong>, que de fato se tornou uma exigência do mercado, mas de forma a que essa nova forma de atendimento não significasse um tal aumento de <strong>custos </strong>logísticos que inviabilizassem a continuidade dos negócios da empresa.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O serviço ao cliente é cada vez mais valorizado, tanto pelos consumidores finais quanto pelos clientes institucionais, pois apenas bons produtos e bons preços não são suficientes para atender às exigências de uma transação comercial.</p><cite>HIJJAR, Maria Fernanda. Segmentação de mercado para diferenciação dos serviços logísticos. In: Logística empresarial: a perspectiva brasileira / (organização) Paulo Fernando Fleury, Peter Wanke, Kleber Fossati Figueiredo. São Paulo: Atlas, 2000. p. 57.</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns gestores viam somente o aumento dos <strong>custos logísticos</strong> das operações, sem identificarem de que forma os processos que provocaram esse aumento poderiam trazer ganhos às empresas. Então, além dos custos em si, havia a necessidade de mudar essa forma de pensar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Trade-off entre nível de serviço e custos logísticos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De fato, para aumentar o <strong>nível de serviço</strong> foi necessário investir. Muitas vezes as alterações passaram apenas por revisão de processos, cujos impactos em termos de custos eram muito baixos. Algumas revisões e capacitações já eram suficientes para provocar alterações significativas nos processos visando atender ao mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas as grandes alterações pelas quais as cadeias de suprimento passaram trouxeram um significativo aumento do custo. Nesse caso, era importante estabelecer parâmetros que permitissem avaliar os ganhos com o aumento de vendas. E também do market share, em uma análise mais detalhada do <strong>trade-off (custo/benefício) entre custos logísticos e nível de serviço aos clientes</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Citamos, como exemplo, a automação dos armazéns, representada por investimento em equipamentos, leitores de código de barras, entre outros. Isso trouxe um aumento da produtividade das atividades de armazenagem. O uso de código de barras permitiu uma mais rápida identificação da localização do produto no estoque, reduzindo, por exemplo, o tempo de procura do item, que antes era feito pelo operador.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.logisticasemmisterios.com.br/wp-content/uploads/2020/06/logisticasemmisterios-automacao.png" alt="A automação da armazenagem contribui para redução de custos das operações" /><figcaption>Automação de armazéns</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A partir da automação, o responsável pela separação dos pedidos, não precisa mais se preocupar em buscar os produtos nos estoques. Eles podem ser levados até ele, automaticamente, e isso aumenta sua produtividade. Com isso, a empresa apresenta uma maior velocidade na entrega dos produtos e, dessa forma, atraindo um maior interesse do mercado em relação a seus serviços.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Aumentando a presença no mercado virtual</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O investimento em tecnologia da informação permitiu também às empresas sua participação no mercado virtual. Assim, elas se aproximaram de uma maior quantidade de clientes, na medida em que esse é um comportamento de compras cada vez mais comum. Já analisamos, em nosso blog, a <a href="/blog/a-importancia-da-informacao-no-nivel-de-servico-ao-cliente/">importância do papel da informação no nível de serviço ao cliente</a>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados de mercado demonstram que as vendas online de bens e consumo no Brasil, saltaram de R$ 18,7 bilhões em 2011 para R$ 53,2 bilhões em 2018, representando um crescimento de mais de 180% no período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estar presente nesse mercado hoje é uma exigência para as empresas. Porém, os maiores custos se justificam pelo aumento de vendas que elas experimentam através dessa nova forma de operação. Além disso, a venda online traz alguns outros benefícios. Por exemplo, a presença 24 horas por dia em 7 dias na semana, a redução de custos com mão-de-obra, na medida em que não é necessária a presença de um vendedor no momento da compra, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos impactos causados pelo comércio eletrônico foi a necessidade de dispor de processos de retorno de produto, discutidos no artigo &#8220;<a href="/blog/a-importancia-da-logistica-reversa/">A importância da logística reversa</a>&#8220;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Analisando custos e benefícios</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Percebe-se, portanto, que tais mudanças trouxeram uma necessidade da empresa se organizar adequadamente para a gestão dessas informações. É necessário analisar continuamente seus custos e os ganhos obtidos através da integração de sua cadeia de suprimentos. Essa é a base da gestão chamada de Supply Chain Management (SCM), que consiste em promover a integração da cadeia de suprimento, visando o atendimento integral ao mercado, sem esquecer, naturalmente, que tudo isso deve ser feito de forma a que se tenha o menor custo possível. E isso só será possível, se a empresa mantiver um rígido controle sobre eles, incorporando procedimentos e ferramentas que lhe auxiliem nessa difícil tarefa.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph">Se você gostou desse assunto saiba que este e muitos outros, relacionados à logística empresarial, são discutidos em nosso curso <strong>Logística Integrada na Cadeia de Suprimento</strong>. <a href="https://www.udemy.com/course/logistica-integrada/?referralCode=A3A48478453AD1634A1F" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conheça o programa completo do curso</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deixe seu comentário e compartilhe esse artigo em suas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>REFERÊNCIAS:</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">HIJJAR, Maria Fernanda. Segmentação de mercado para diferenciação dos serviços logísticos. In: <a href="https://amzn.to/2ZAvKAM">Logística empresarial: a perspectiva brasileira</a> / (organização) Paulo Fernando Fleury, Peter Wanke, Kleber Fossati Figueiredo. São Paulo: Atlas, 2000.</p>
<p>O post <a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br/blog/trade-off-entre-custos-logisticos-e-nivel-de-servico-ao-cliente/">Trade-off entre custos logísticos e nível de serviço ao cliente</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.logisticasemmisterios.com.br">Logística Sem Mistérios</a>.</p>
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